Entrevista de José Renato

Fazendo a diferença em Tangará da Serra através da inovação

Quando José Renato chegou a Mato Grosso, a região de Tangará era explorada basicamente com a pecuária. Agricultura era desenvolvida em Nova Olímpia, com predominância da cana-de-açúcar, e os grãos eram cultivados em Campo Novo do Parecis. Ele conta que a partir de 2004 iniciaram um processo de diversificação da atividade, com a introdução da agricultura. Começaram a cultivar cana e soja no verão e o milho na “safrinha”.

Em 2016, passou a investir na integração lavoura-pecuária, com o plantio dos grãos e a criação do gado, iniciativa bem vista pelo mercado e que gera até melhores ganhos pela prática da sustentabilidade. Os experimentos e inovações adotados na fazenda tornaram-se espelho para os vizinhos e motivaram a realização de eventos na propriedade para demonstração a outros produtores. “Fazemos isso como forma de aumentar a rentabilidade e acompanhar a valorização das terras da região. Temos que estar atualizados para investir em medidas que agreguem valor à produção”.

José Renato conta que alguns encontros são realizados em sua fazenda para o compartilhamento de experiências. Há um grupo de produtores que sempre se reúne, além da parceria com os cursos de Agronomia e Biologia da Unemat na cidade.

Os acadêmicos são levados à propriedade para conhecer o trabalho desenvolvido e acabam sugerindo outras ações. Segundo o produtor rural, esse intercâmbio provoca uma inquietude nele e contribui para a busca constante de melhorias e inovações para o negócio.

“Olhando para o futuro é natural que nossa cooperativa vai crescer, chegar a mais municípios. Isso me dá cada vez mais confiança em investir na cooperativa”

Na sua história, o envolvimento com o cooperativismo começou em 1994, quando foi convidado a se associar à Credioeste (que posteriormente foi incorporada ao Sistema Sicredi) e a participar do Conselho de Administração. Foi o primeiro pecuarista a participar da cooperativa, que até então, era formada por agricultores. “Eles queriam diversificar e fui o primeiro criador a se associar”.

“Optamos pela cooperativa porque além de termos taxas mais competitivas temos a distribuição de sobras no final, o que torna o investimento na cooperativa mais vantajoso porque volta para nós”.

Outro diferencial do Sicredi observado pelo produtor rural é o relacionamento. Percebemos que os colaboradores vão à fazenda conhecer o nosso negócio. Esse contato, além de nos aproximar, proporciona que eles tenham uma análise mais real das operações solicitadas, dando mais solidez ao negócio do associado e à cooperativa.